Quando eu era mais nova, assisti a um filme que se chamava Escritores da Liberdade (Freedom Writers), não é uma “superprodução”, mais mudou minha forma de enxergar
o mundo.
O Filme é um drama, que conta a história de uma professora, Erin Gruwell, que começa a lecionar
em um colégio, é colocada na turma de alunos problemáticos e não tinha a ajuda
da própria escola. No começo, ninguém a respeitava ou a ouvia, tentava sempre
quebrar essas barreiras e acabava sendo frustrada. Erin não desistiu, ela achava
que podia acabar com as descriminações étnicas, com os grupos que se formavam. Ela começou a conhecê-los, arrumou outro
emprego temporário para poder comprar livros aos alunos, já que não possuía ajuda
do colégio. Arrumou um terceiro emprego em um hotel, para fazer um passeio com
a turma, lutou para conseguir a liberação, quando conseguiu, levou os alunos
para um museu sobre o holocausto (Museu da Tolerância), completando o passeio
com um jantar no hotel em que estava trabalhando, com sobreviventes do
holocausto, passou para eles o livro de Anne Frank. Resolveu então entregar um
diário para que cada um pudesse todo dia escrever, não importa o que fosse,
contanto que escrevessem todos os dias, informou que só leria os diários se
permitissem, era só colocar no armário, para a surpresa dela, todos estavam lá.
Foi nesse momento, que ela começou a saber a história de vida de cada um, como
sofriam com as “Gangues”, como não tinham nada lá fora. Ela foi conseguindo aos poucos, mostrar aos alunos, que todos tinham uma história em comum, com amigos que foram mortos, guerra das gangues, familiares presos, risco de morrer a cada dia. Mostra que a discriminação, seja por cor ou qualquer outra coisa, afetam a todos. Erin conseguiu que um empresário doasse computadores, com isso eles digitaram os diários e formaram o livro com o título Diário dos Escritores da Liberdade.

O livro foi publicado, com os diários dos alunos, a partir
disso foi gerado o filme, que foi dirigido por Richard Lagravenese e conta com
nomes como Hilary Swank (que já foi duas vezes premiada com o Oscar), Imelda
Staunton, Patrick Dempsey, Scott Glenn, entre outros grandes atores. Uma
curiosidade é que usaram os sobreviventes reais do holocausto, tentaram
repassar a história o mais real possível.
Porque mudou minha forma de enxergar o mundo? Quando assisti
pela primeira vez, era mais nova, não tinha noção da realidade e esse filme me
mostrou isso, o sentimento de uma pessoa que sofre com descriminação, com o
abuso de seus próprios familiares, a batalha deles pela vida, para sobreviver a
cada dia.
Ao longo do filme você vai se emocionando, porque aparece a
história de cada um, meninas que apanham dos pais, pessoas que não possuem onde
morar e que só iam à escola para que não fossem mandados para o reformatório. A
professora conseguiu inovar a maneira de se dar aula, conseguiu juntar pessoas
que se odiavam sem ao menos se conhecerem.
O propósito do filme é justamente esse, mostrar que não existem
“tribos” como se denominam na história, que a escola precisa educar o aluno e
não “menospreza-los”, talvez aí, o mundo comece a mudar, a não haver tanta
guerra, até porque educação é a base de tudo.
É um filme baseado em uma história real e que vale muito a
pena ser visto.
Oi,
ResponderExcluirvi esse filme na escola e gostei muito! É uma história linda e muito inspiradora!
Bjs
Olá.
ResponderExcluirTudo bom?
Adoro filmes desse tipo e me interessei por esse. Prefiro os filmes que tem uma história muito boa do que aqueles que são "super produções hollywoodianas".
Beijos.
Memórias de Leitura
memorias-de-leitura.blogspot.com